O ecossistema de aplicativos móveis vai movimentar US$ 6,3 trilhões na economia mundial em 2021, o que representará um crescimento de quase cinco vezes em comparação com o ano passado, quando movimentou US$ 1,3 bilhão. As estimativas, calculadas pela App Annie em recente relatório, consideram três fontes de receita:

  • lojas de aplicativos (somando downloads pagos e vendas in-app);
  • publicidade dentro de aplicativos;
  • comércio móvel.

A empresa ressalta que a importância econômica do ecossistema de apps é ainda maior, pois a conta não inclui os ganhos de eficiência e as reduções de custos gerados pelos aplicativos adotados por grandes corporações. Neste caso, é citado o exemplo do sistema bancário, que vem diminuindo seus gastos com agências físicas conforme cresce a adesão dos correntistas aos aplicativos móveis.

Cabe destacar que o comércio móvel responde pela maior parte da receita gerada por apps. Pelos cálculos da App Annie, em 2016 o m-commerce movimentou US$ 1,18 trilhão, o que correspondeu a 91% do “PIB mundial dos apps”. E essa participação crescerá ainda mais ao longo dos próximos cinco anos, chegando a 95%, com US$ 6,01 trilhões em 2021. A App Annie cita como exemplo a gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba, que informou que 79% das suas vendas em seu último ano fiscal foram provenientes de dispositivos móveis.

Crescimento

Vários fatores vão puxar o aumento do “PIB mundial dos apps” em cinco anos, dentre os quais o crescimento da base de usuários e também seu maior engajamento com aplicativos. Entre 2016 e 2021, a base mundial de usuários de apps vai quase dobrar, passando de 3,4 bilhões para 6,3 bilhões de pessoas. O gasto médio anual por pessoa com apps saltará de US$ 379 para US$ 1.008 nesse período. E o tempo gasto com apps vai subir de 1,6 trilhão para 3,5 trilhões de horas. Assim, em média, cada usuário desembolsará US$ 1,81 por hora com apps em 2021. Em 2016, esse valor era de US$ 0,80.

China e Japão

A China será, disparado, o mercado onde o ecossistema de apps vai movimentar mais dinheiro: US$ 2,59 trilhões em 2021, o que representará um crescimento de pouco mais de três vezes em comparação com 2016. Para efeito de comparação, o segundo colocado será os EUA, com US$ 820 bilhões. Ou seja, em 2021, o mercado de apps dos EUA vão representar o equivalente a um terço do chinês.

Por outro lado, quando analisado o gasto por usuário por hora de uso de apps, o Japão lidera a lista com folga: US$ 18,42 em 2021. Em segundo lugar vem o usuário inglês, que daqui a cinco anos estará gastando em média US$ 11,03 por hora de uso de apps. O norte-americano aparece em terceiro, com US$ 4,33. E o chinês, em quarto, com US$ 4,29 por hora de uso em 2021, de acordo coma s projeções da App Annie.

 

Confira a matéria na íntegra aqui

Fonte: Mobile Time